sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Então...acabou?

Então, eu acabei de assistir How I Met Your Mother. Apesar de eu estar chorando, eu não tenho a mínima vontade de respirar fundo para “voltar ao normal”. Ok, a Netflix acabou de tirar a série do “Continuar assistindo”. Choro liberado. Brincadeirinha.
Então, eu não tenho muito a dizer além do que eu aprendi com essa série. É, é uma série de TV. Mas eu aprendi com ela. O quê? Bom, ver Theodore Evelyn Mosby correr atrás do seu grande amor por 9 temporadas não foi fácil, muito menos indolor. Doeu para caramba, muito mais nele do que em mim, sejamos sinceros.
Algumas pessoas podem achar tudo muito estúpido. Como um cara que quer achar o amor da vida dele namora tantas garotas? Bom, ele precisa tentar, não é mesmo? O amor da sua vida não vem com uma placa escrito “Ei, sou eu, tô aqui”.
Você precisa tentar, se machucar, levantar, cair, recomeçar e mais um milhão de coisas até achar o que te faz feliz. Claro, muitas coisas vão te deixar feliz no caminho, mas você entendeu o que eu quis dizer.
No final de tudo, o que importa realmente não é como a história termina, mas sim como ela começa e se desenvolve. Antes de eu assistir essa série, acabei pegando um spoiler sobre o que aconteceria no final da série. Basicamente, tudo o que iria acontecer. Eu fiz o que eu geralmente fazia, achava que nunca ia conseguir ver a série e vi o final da série de uma vez para me consolar. Eu podia ter escolhido o contrário, havia um botão para pular o spoiler, mas eu não o apertei. E não me arrependo disso, nem um pouco.
Sabendo o final, eu tinha a chance de entender como uma coisa levou a outra e como haviam inúmeras pistas durante todo o seriado, até mesmo piadas que só entenderíamos se víssemos o seriado todinho de novo após o final. Não me entenda mal, não sou o tipo de pessoa que ama receber spoiler, muito menos a que distribui (Só se me pedirem e ainda depois de muitos “Tem certeza?”). Mas nesse caso, foi bom ter recebido um spoiler.
Voltando às lições: com o Ted, eu aprendi a nunca desistir do amor. Mesmo que pareça impossível, que você se perca e se sinta sozinho no meio do caminho, não desista. Mesmo que o amor apareça onde você menos espera e tudo aconteça completamente diferente do que você planejou. Não desista. Ah, e preste atenção nos detalhes. Se você não prestar atenção, vai estar perdendo todos os sinais que a vida está te mandando.
Com a Lily e o Marshall eu aprendi que 2 podem ser 1 só, é até por isso que eles estão num mesmo parágrafo, nada pode separá-los. Essa teoria já havia aparecido na minha frente antes, mas ver os dois só a reforça. Apesar das dificuldades, das maiores loucuras e brigas, eles sempre estiveram lá, juntos. E quanto tudo parecia perdido, o amor surgiu de novo.
Com a Robin, eu aprendi a ceder. Em vários momentos, eu me vi na Robin. Pondo as coisas erradas como prioridade, dando importância a algumas coisas e esquecendo de outras. Sempre que eu achar que eu estou me esquecendo de algo, vou me lembrar dela. Robin teve seus erros, mas ela é uma boa pessoa, muitas vezes incompreendida. Se alguém insistir e escutá-la, tenho certeza que ela não irá negar.
E com o Barney, eu aprendi que tudo é Legen
Espera aí
Dário. Legendário. Que ternos são seus melhores amigos. E que existem mil e um jeitos de chegar numa garota. Mas também aprendi que não há nada como a amizade. Não há nada mais legendário do que uma bela história junto com os seus melhores amigos, de outro modo, não seria legendário. Seria só mais uma noite qualquer. E apesar de tudo, sempre vai ter aquela pessoa que irá despertar o melhor em você e te fazer mudar. Sem pressa, apenas ser melhor. Ah, e nunca quebre o Bro code ou você vai pro Bro Hell. Sério.
Esses cinco me ensinaram muitas coisas nos últimos dias, mas o mais importante: nenhum deles é perfeito. Eu posso facilmente apontar defeitos de cada um deles, apesar de todo mundo sempre procurar ver as qualidades. E o melhor de tudo, são os defeitos que os fazem humanos, que os tornam Ted Mosby, Robin Scherbatsky, Marshall Eriksen, Lily Aldrin e Barney Stinson. A gangue. Os cinco melhores amigos que se encontravam toda noite no Mac Laren's pub logo abaixo do prédio onde moravam Ted, Lily e Marshall. Os cinco melhores amigos que choraram juntos, riram juntos, se casaram, separam, terminaram, brigaram, tiveram filhos e ainda assim, estavam todos lá, mesmo que não estivessem fisicamente. Estavam sempre lá, um para o outro.
E é por isso que eu sempre irei amar essa série, com todo o meu coração.

Obrigada, How I Met Your Mother.


 P.S. I Love You


Júlia Mello
sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Imagine


Eu e você
Numa cabana no meio do nada
Uma mala vazia
Do tamanho dos nossos sonhos

Prontos para viajar
Para qualquer lugar
Só eu e você
É assim que tem que ser

Cheios de sonhos
De-mê a sua mão
Não irei prometer nada
Pois você sabe que irei cumprir

No quarto, o globo terrestre deixei
Nas mãos, somente um mapa e você
Um beijo na bochecha da mãe, eu deixei
Volto logo, não demoro, vê se prepara o café

5 anos se passaram
Na estrada ainda estamos
Já avisei aos meus amigos
“É hoje que eu volto”

Mesma cidade, mesmas ruas
Mesmo desejo de amar
A única coisa que mudou
É onde eu chamo de lar

Não é uma casa
Não é uma rua
Apenas uma pessoa
A mais linda e única

É o meu amor
Que sempre esteve comigo
Nos momentos mais difíceis
Nas horas mais escuras

Nunca me abandonou
Nem mesmo quando eu quis
Disse para ir embora
Você voltou mesmo assim

Disse que não ia sem mim
Que assim não teria valor
Foi assim que eu me meti
Nesta jornada do amor

Júlia Mello
terça-feira, 2 de agosto de 2016

Preciso te esquecer




Para de ser boba.
Engole esse choro.
Levanta a cabeça.
Você não precisa disso.

Por que é tão difícil seguir em frente?
Por que é tão difícil respirar?
Por que precisa doer tanto?
Por que você é tão lindo?

Seus olhos, seu cabelo, cada detalhe seu só torna mais difícil eu me desapegar dessa fantasia que eu criei de você. Sabe por quê? Porque você se encaixa perfeitamente nela. Pelo menos, é o que parece ser.

Preciso desapegar, deixar ir, esquecer. Mas como fazer isso se em cada direção que eu olho é você que eu vejo?

É difícil, eu sei, mas eu preciso esquecer. Preciso passar você por cima de todas as minhas tarefas coladas em minha parede, grifar o post-it já fluorescente para me certificar de que eu vou lembrar. Lembrar de te esquecer.

Talvez eu te veja daqui alguns anos, em uma situação completamente diferente da que nos encontramos agora. Talvez você puxe assunto comigo e eu finalmente poderei ouvir sua bela voz vindo em direção a mim. Talvez você se apaixone por mim como eu me apaixonei por você. E eu poderei me apaixonar por você também.


Pois até lá, já terei me esquecido de você.

Júlia Mello
sábado, 30 de julho de 2016

Eu escolho você


De todas as possibilidades
Eu escolhi você
De todos os sorrisos
Eu escolhi o seu

De todos os olhares
Eu escolhi os seus
De todos os abraços
Eu escolhi os teus

De todos os lábios
Eu escolhi os seus
De tudo que podia dar errado
Eu escolhi você

E não me arrependo
Nem por um instante
Das escolhas que eu fiz
Antes de conhecer você

Porque apesar de tudo
Dos choros e risos
De tudo que eu sofri
Para chegar até aqui

Todas as escolhas que fiz
Me trouxeram até aqui
E como eu poderia me arrepender
De algo que me trouxe até você?


Júlia Mello
sábado, 25 de junho de 2016

Tatuagem


   Olhe para mim
   Diga o que vê
   Junte-se a mim
   E você vai ver

   Olhe em meus olhos
   Prove minha boca
   Notou algo de diferente?
   Não, não é a minha roupa

   Chegue mais perto
   Olhe mais afundo
   Ainda não consegue ver?
   Vem que eu te ajudo

   Dê-me a sua mão
   E toque em meu coração
   Consegue sentir?
   Eu gravei seu nome aqui

   Você não acredita
   Porque dizem que é tudo bobagem
   Que pena, meu amor
   Eu fiz uma tatuagem

   Tatuei seu nome em minh'alma
   E é permanente
   Você não pode apagar
   Nem mesmo tente

   Amo-te descaradamente
   Nem tento disfarçar
   Entre em minha mente
   E você verá

  Que o único verbo
  Que eu sei conjugar
  É o verbo
  Amar

Júlia Mello


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Pássaro livre


Acho que estou livre de você. Finalmente.

Tantas noites sem dormir, tantos dias sem comer, tantos meses sem te ver, mas agora eu acho que finalmente consegui.

Libertei- o da minha mente onde você esteve aprisionado por tanto tempo. Derramei aquela última lágrima apenas para deixar o mais lindo dos sorrisos secá-la como o sol seca as poças de água após uma longa chuva. Chuva essa que embalou todo o nosso amor.

Éramos tão felizes durante aqueles beijos roubados debaixo da garoa de fim de tarde. Você segurando minha cintura, eu abraçando seu pescoço. Éramos só nós três: eu, você e a chuva. E nada mais. Nada de mundo, nada de provas, compromissos, dever de casa ou qualquer outra coisa para encher a cabeça. Apenas nós e mais nada.

Mas como a chuva, um dia tudo isso acabou. Eu estava lá te esperando, mas você nunca chegou. Foi então que eu descobri que tudo não passou de mais uma ilusão. Fui pega novamente pelos meus próprios pensamentos e enganada cruelmente pela minha própria cabeça. Foi quando a ficha finalmente caiu e eu pude enxergar com clareza: não era eu te beijando na chuva, era ela. Eu estava me enganando o tempo todo.

Nossa história de amor, tudo que eu um dia sonhei, que eu achei que era real, era mentira. E a culpa era minha, só minha. Você não sabia meu nome. Nós nunca nos falamos. Não era eu que você abraçava quando estava contente. Não era eu que você beijava na chuva.

Foi difícil te esquecer, mas eu consegui. Travei uma batalha com a minha mente travessa, menina versus menina, e consegui apagar cada memória feliz que eu criei de você. Agora você é uma ficha em branco no meu cérebro que eu nunca preenchi.

No fundo, isso foi como limpar a memória do celular. Estou apenas criando espaço para novas fotos, novas memórias e, melhor ainda, para histórias reais.

Júlia Mello
quinta-feira, 16 de junho de 2016

Inocência


Pegue minha mão, ela não precisa estar tão fria.
Pegue meus braços, eles não precisam se mexer.
Tire meus óculos, eu não preciso enxergá-lo melhor.
Pegue meus cabelos, eles não precisam balançar mais.
Pegue meus olhos, eles não precisam mais te ver.
Pegue minha boca, ela não precisa mais sorrir.
Tire minhas roupas, eu não preciso mais me cobrir.
Tire meus sapatos, eu não preciso mais caminhar.
Tire meu coração, ele não precisa mais bater.
Pegue minha alma, eu não preciso ir para o céu.
Pegue minha vida e viva-a como se fosse sua.
Mas você não fará isso.
Eu não tenho e nunca tive importância alguma para você.
Você me destruiu, pegou tudo o que eu tinha para oferecer e não deixou nada em troca.
Agora, eu já não existo mais.
Eu era só mais um grão de areia na extensão da praia.
Mas tirar a minha vida não te faz ser a rocha que me originou.
No final de tudo, você é só mais um grão de areia que soprou outro para longe de você.
Mas agora, esse grão de areia que você soprou deu origem à outra praia.
E nesta praia, meu amor, você nunca irá pisar.
Sabe por quê?
Porque grãos de areia não se movem quando não têm o sopro de outros grãos de areia para os levar adiante.


Júlia Mello

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